29 may 2014

Os lares

A minha vida é así, em um segundo já não estou onde estava, mala as costas e a recorrer direções para abrir os meus propios caminhos.  Quando volto o olhar atrás esta cheio de recordos, de muito bons recordos e de pessoas inezqueciveis. Em cinco dias deixo as ilhas que forom o meu lar durante os últimos 9 meses, e isso é o pior de ser nómade ter que ir-te dos teus múltiples lares.  Haberá novos lares, haberá novas pessoas e recordos é fodido, e muito mais quando pasas de conhecer uma palabra a que se convirta em sentimento, podo adicionar as saudades ao caixón onde gardo a morriña. Obrigada portuguesitos, Obrigada Erasmus, Obrigada Ilhas de Bruma!

Voltarei!


https://www.youtube.com/watch?v=kpKpyBpcmnQ

5 feb 2014

Cartas para non entregar

Se hoxe che contara non me recoñecerías, os 19, 20, 21 e 22 quedaron atrás e con eles aquel non floreiro subida a un alto con.

17 oct 2013

Um mês en São Miguel (Açores)


Eram as 23:30 da 6ª feira, uma temperatura e humidade fora do acostumado para uma rapariga da Terra Chá (Lugo), essa foi a primeira impressão, o principio de milheiros de novas e gratificantes surpresas. O seguinte foi singelamente cair rendida na cama e dormir.
O sábado noite foi o momento elegido para conhecer ao resto de Erasmus, tirar-lhe o pó ao velho, malo e esquecido inglês para poder comunicar com uma mistura de nacionalidades, atopei á minha frente franceses, eslovacos, checos, turcos, moldavos, etc.
E já domingo, a um dia para começar as aulas, o primeiro dia foi um intento de decifrar o dialeto micaelense de português e descobrir uma nova maneira de trabalhar. Tentando falar cos meus novos companheiros portugueses passa rom as feiras, mais amenas ao avançar.
Os fim-de-semanas era hora de recorrer novos caminhos fora da capital açoriana. A primeira excursão foi Furnas, um inesquecível primeiro contacto ca torrencial chuva da zona, mais com uma boa sessão de banho termal e novos sabores típicos da terra, recém descoberta.
O seguinte domingo cambiamos de direção cara o oeste, diante de nos puxemos Sete Cidade, outro dia de muita chuva mais com boas experiências, longas andainas polas florestas de arredor e umas impressionantes vistas de branca nevoa.


Hoje esse encontro parece muito longe mas só há um mês que esta nova etapa começou, e o tempo foge, só se trata da fim do principio.

(Foto 2: feita por Irati Maruri)

20 ago 2013

Carta ao aire

Querido Príncipe Azul (violeta, rojo, naranja...),


Poderías ir chegando e tal... se a túa vida diplomática te ten moi ocupado e non podes manda un paxe como sustituto, de bon ver ou rarito deses que me gustan, algo majete, con conversación e mais dun guisante na cachola.
Digocho basicamente para desechar o último principe rá, que non para de croar e non me deixa durmir.

Un cordial saúdo para o  excelentísimo.

Att. a campesina con esperanza.


9 ago 2013

Maletas.

Maletas enormes, maletas xigantes,
maletas que non pesen, maletas que non estorben.
Maletas de xente.

Maletas para encher, miles de maletas vacías.


1 maleta, miles de destinos. 1 mente, miles de camiños.

2 ene 2013

3 e pico

Quizáis a habitual falta de fame se debe a enchenta de palabras non ditas.
E para pechar, temblores. Sé Feliz por favor.

21 dic 2012

Fin do mundo?

Non nos engañemos do que falan todos non é o fin do mundo senon o fin da humanidade (o que significaría posiblemente un respiro para o planeta), e temer o fin da humanidade por unha predicción ou non predicción maia...en fin a humanidade acabarase pero non vos preocupedes non precisamos nin meteorito nin nada parecido, nos soiños somos totalmente capaces de matarnos, xa seña con guerras, algún que outro escape químico ou biolóxico... o fin da humanidade? todolos días, ca propia estupidez humana.